Este foi um ano bastante proveitoso. Aprendi e refleti muito. Muito mesmo. E sobre tudo. Tive momentos desesperadores, momentos de profunda melancolia, e momentos em que não consegui me segurar de tanta alegria. Muitas perguntas, muitas resposta, mais perguntas, mais respostas, num círculo vicioso que deverá durar por todo o sempre. As respostas sempre me vêm, mesmo que com meses de atraso. Mas, enfim, talvez a lição mais importante que eu aprendi seja que não importa por que estou aqui,
mas o que estou fazendo aqui.
Algumas pessoas a minha volta vivem tristes. Tristes, tristes, tristes… é seu direito. O que posso dizer a respeito da tristeza é que ela vicia. Vicia mesmo. Ela nos vai consumindo de tal forma que, após um tempo, torna-se uma droga. Vira uma necessidade! E, com isso, procuramos motivos para ficarmos tristes. Razões e razões para que a vida se torne uma grande merda e possamos dizer não faz sentido. Aliás, essa última sentença é a mais profunda fonte de razões para "merdificação" da vida. Ela não faz sentido.
Como diria certo filósofo, não faz sentido dizer que a vida não faz sentido. Concordo, mas sei que se tu que me lês for um verdadeiro partidário da vida insensata nos fará chegar a um círculo vicioso. Se eu fosse um pouco mais duro, eu poderia dizer: "a vida não faz sentido? Exploda a tua cabeça agora, então". Infelizmente, eu sou um pouco mais sentimental que isso…
As pessoas têm sonhos. Uma colega minha quer ser médica, outra musicista. Um, quer criar RPGs enquanto outro, mangás e animes. Alguns querem simplesmente ir aproveitando sua vida e manter-se… vivos. Apenas viver! Outros, almejam a popularidade. Conheci pessoas que desejam unicamente ajudar as outras, seja com projetos de inclusão social, seja apenas arrecadando roupas e alimentos. Cada um tem um sonho, um desejo. Cada um tem um sentido, uma direção.
A questão, então, é que preço estamos dispostos a pagar. Esse pagamento que será o divisor de águas entre os realmente felizes e os realmente tristes. Esse pagamento será o "seletor natural" da felicidade.
Quais são os entraves dos nossos sonhos? Às vezes o dinheiro, às vezes os pais. Às vezes o tempo, às vezes o preconceito. Às vezes a situação social, às vezes o mero acaso. Às vezes… às vezes nós. Diante de tudo isso, a pergunta volta. Quanto você está disposto a pagar?, ou melhor, Até onde você vai pelo teu sonho? Se um sonho fosse fácil, não seria sonho, não seria utopia. Não valeria a pena.
Não me perderei por todos os detalhes dos embates que têm alguém que quer seguir o seu caminho. Basta, apenas, dizer que quem aceita facilmente um não não irá longe. Quem não estiver disposto a brigar por si, não irá longe. Quem não estiver disposto a sacrifícios não terá seu sentido.
A vida é dura. Comparada a quê?, perguntou algum filósofo.
Enfim, aprendi muito este ano.
PS: como cantou um maconhado: "Não diga que a canção está perdida!"


