Um bom dia foi o de hoje. Almoçar com a namorada e estudar com os colegas de tarde... nega-maluca, refrigerante e uma boa dose de humor. Estudamos de fato, really, saí zonzo dali.
É interessante tentar fazer uma análise da situação de um jeito um pouco "aéreo". Apesar de alguns pequenos incômodos, tudo está indo bem. Estudos estão fluindo, vida social razoavelmente, nada com que se queixar deveras. Poderia dizer que estou num período de paz, sem todos aqueles tormentos que me incomodavam anteriormente... aquela insegurança quanto às coisas, a revolta com o mundo, a frustração de não ser mais, o desespero da separação dos amigos...
Curioso, também, é como tenho mudado de cabeça. Uma boa parte da culpa é de meu interesse pela filosofia - estou entrando de corpo e alma - outra é do ambiente em que estudo. Conviver com pessoas mais velhas nos deixa um pouco mais centrados. Mais curioso é o fato da influência sensível que meus estudos em filosofia têm causado em mim. Discussões e assuntos que parecem ser totalmente banais ou distantes, coisas que parecem, numa primeira vista, sem sentido ou razão de ser - bobagens para qualquer outro - mudam minhas concepções de mundo de uma forma leve, mas que me deixa bem diferente. Apesar do meu voraz desejo de conceituar as coisas e definir o mundo, não temo mais dizer "não sei" nem mudar de opinião (o que às vezes me assusta: a minha volatilidade... seria isso imaturidade ou cabeça aberta?). Noutros aspectos, tenho quebrado diversos preconceitos e deixado de me preocupar com certos assuntos. Tenho ficado um pouco mais indiferente - no sentido de que estou menos desesperado com as coisas ao meu redor - e, de certa forma, conformista. Tenho aceitado as coisas que acontecem, não sem querer melhorar, mas aceitando que o que é e o que há é o que tenho.
Coisas, pequenas coisas, mas que tem me transformado profundamente...
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Política! Como deixar de comentar estando a poucos dias do pleito. Mudei - de novo, céus - meus votos. Luciana Genro (5050) pra deputada federal e Plínio Arruda (50) para presidente. Para deputado estadual, estou em dúvida entre Nelsinho Metalúrgico, de Canoas, e o Professor Cássio Moreira, que me pareceu bom. Para governador, tenho pensado seriamente em mudar para o Tarso. Quero ver se o debate de agora mexe algo em mim.
Sobre minha opção pelo Plínio, dois comentários que vi no twitter.
Votar no que vai ganhar é irracional. O verdadeiro voto útil é no candidato que defende suas idéias. (Plínio)
Nego me pergunta porque vou votar no @pliniodearruda, se (supostamente) ele não vai ganhar. Porra, nego acha que eleição é Mega Sena? (Vinicius Py)
O PSOL tem me apresentado uma campanha séria. Não me importa que o candidato nem apareça nas pesquisas. Mesmo que ele não entre na competição, é uma opção pelo futuro. Um partido que tem se mantido firme (e espero que continue) e um candidato muito bem preparado. E lembre-se: o primeiro turno existe pra ti votar em quem tu achas o melhor. Se quiseres o Zé Banana, vote no Zé Banana. Caso o Zé não vá ao segundo turno, aí se escolhe o menos pior. Se não houver segundo turno, não haveria mesmo que se votasse no segundo melhor (afinal, a criatura ganhou sem teu voto mesmo) e perdeste uma chance de valorizar aqueles que tu achas que merecem ser.
Por ora, sou 50. Dou-me até o luxo de imaginar uma arrancada, afinal, semelhantes casos já houve. E não tá morto quem peleia =D
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