quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mania de ver tristeza

 Rafael : namoros são passageiros, oras
pessoa X : passageiros
pessoa X : q visão triste
Rafael : não é uma visão triste
Rafael : tudo passa


Não entendo direito porque as pessoas vêem tristezas em muitas das concepções de mundo. É triste saber que o amor é passageiro, é triste não ter convicção na vida após a morte, é triste ter a impressão de que "bem" e "mau" são criações nossas e não predicados existentes nas coisas. Por que diabos é triste?
Há poucos dias estava lendo um livro em que o autor se dedicara exclusivamente a atacar o niilismo. Aparentemente, para sermos felizes precisamos criar situações e iludirmo-nos em sonhos cores de rosa. Por quê? Será que somos tão fracos assim?
Eu, particularmente, prefiro ser feliz do que parecer feliz.

Sobre minha visão acerca de amor, o Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes, é meu paradigma:

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu pranto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."



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