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Contudo, por um outro lado, todas essas inseguranças são necessárias. Afinal, será que valorizaríamos tanto as pessoas que nos rodeiam se tivéssemos certeza que nossas relações estão seguras? Teríamos a cautela necessária para cuidar dos pontos importantes ao planejar algum evento futuro? As certezas poderiam simplesmente nos cegar e fechar-nos em mundos isolados. Com certezas absolutas - perdoem a redundância - estaríamos afogados em nossas próprias dimensões, arrogantes e solitários.
Ter essa consciência não aplaca nem justifica nossa insegurança. Ainda fica a sensação que poderíamos ao menos passar um tempo com certezas, apenas para poder permanecer com a alma limpa e serena por um tempo. Mas esse caminho é inviável. Pelo menos saber disso serve como um conforto, pequeno sim, mas já é alguma coisa.
Como um último comentário, apesar de inseguranças e medos serem normais, temos que ter o cuidado para não deixarem que nos dominem. Não creio que devamos nos transformar em loucos inconsequentes, mas também não podemos acabar totalmente fechados e sem novas perspectivas. Aliás, talvez certos medos - as prévias de certas situações - sejam o que fazem viver tão bom (quando superados, claro). Arriscar... o outro lado da moeda da insegurança...
Certos medos, eu disse...

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